Walter Seufert (Catuí)

Catuí

Escultor • Desenhista • Caricaturista • Cronista Visual

Nascimento 12 de maio de 1930
Karlsruhe, Alemanha
Falecimento 25 de fevereiro de 2018
Valinhos • São Paulo
Áreas de atuação Escultura • Desenho • Caricatura • Artes Visuais
Legado Artista cuja obra integra coleções no Brasil e no exterior.

Biografia

Walter Seufert, conhecido artisticamente como Catuí, foi escultor, desenhista, caricaturista e um sensível cronista visual da vida cotidiana. Nasceu em 12 de maio de 1930, na cidade de Karlsruhe, no sul da Alemanha, e faleceu em 24 de fevereiro de 2018, em Valinhos (SP), cidade onde consolidou sua trajetória artística e deixou parte significativa de seu legado.

Ainda jovem, entre 1946 e 1949, formou-se como escultor em pedra pela Escola Profissional de Karlsruhe. Nos anos que sucederam a Segunda Guerra Mundial, participou da restauração de igrejas e monumentos marcados pelos conflitos, experiência que contribuiu para o refinamento de sua técnica e para a sensibilidade que marcaria toda a sua produção artística.

Em 1955, atravessou o oceano em busca de uma nova vida no Brasil. Durante aproximadamente três décadas trabalhou na indústria, exercendo sua profissão na Siemens. Nesse período, o artista permaneceu discretamente em segundo plano, aguardando o momento em que poderia voltar a dedicar-se integralmente à criação.

Na década de 1970, iniciou uma intensa produção de caricaturas e charges publicadas em jornais, revistas e publicações corporativas. A convite da Editora Abril, adotou o pseudônimo Catuí, nome de origem indígena que simbolizava sua integração ao país que escolheu para viver. Com o humor que lhe era característico, costumava dizer que era um "índio alemão".

Foi somente após a aposentadoria, já residindo em Valinhos, que reencontrou plenamente a escultura. O barro voltou às suas mãos e transformou-se em pequenas narrativas visuais, marcadas pela simplicidade das formas, pela delicadeza da expressão humana e por um refinado senso de observação. Suas obras conquistaram admiradores e colecionadores em diversos países, entre eles Alemanha, Estados Unidos, Portugal, Itália, Argentina, Singapura e Hong Kong.

Seu humor inteligente também atravessou gerações por meio de desenhos e caricaturas que registravam acontecimentos sociais e políticos com leveza, criatividade e profundo olhar crítico. Em cada traço, Catuí revelava sua capacidade de transformar o cotidiano em arte.

"Quem teve o privilégio de conhecê-lo recorda não apenas o escultor, mas também o homem generoso, sempre disposto a compartilhar seu talento e sua amizade. Sua obra permanece viva porque nasceu da observação sensível da vida. Em cada figura moldada há um pouco da alegria, da ironia, da esperança e da delicadeza que marcaram sua existência".

Quando Catuí faleceu, em 2018, deixou muito mais do que esculturas. Deixou pequenas crônicas moldadas em barro, capazes de contar histórias sem palavras. Obras que não precisam ser lidas, apenas contempladas — e que continuam emocionando quem se permite descobrir a poesia presente em cada uma de suas figuras.

Conheça o Memorial Digital de Catuí

Parte da produção artística de Walter Seufert foi preservada em um memorial on-line criado pelo próprio artista. O acervo reúne esculturas, charges, caricaturas, textos, fotografias e registros de sua trajetória, tornando-se uma importante fonte para pesquisadores, admiradores e para a preservação de sua memória.

Acessar o Memorial Digital de Catuí
Academia Valinhense de Letras e Artes – AVLA

Perfil biográfico elaborado por Eliete Tordin, em agosto de 2026, para a AVLA. Informações complementares fornecidas por Sandra Alves, a Poetisa Azul. O material está sujeito a revisão, complementação e atualização.