A iniciativa partiu do escritor e palestrante André Luiz Rosa e da poetisa Maria Aparecida Crevelari Reis (Cida Reis), que idealizaram a criação de uma academia voltada ao resgate cultural e à preservação dos valores artísticos e literários da cidade.
Natural da cidade de Rolândia, no Paraná, André Luiz Rosa mudou-se ainda adolescente para Valinhos, em 1981, juntamente com sua família, estabelecendo no município sua trajetória pessoal e profissional. Graduado em Gestão Pública pelo Centro Universitário UNINTER, desenvolveu atividades nas áreas de administração e gestão pública, além de atuar na vida cultural e comunitária da cidade. Autor de diversas obras no campo da literatura espírita e de reflexão, publicou livros voltados à espiritualidade e ao desenvolvimento humano, alcançando milhares de leitores ao longo de sua trajetória literária.
Ao seu lado, Cida Reis trouxe à iniciativa sua trajetória profundamente ligada à história e à cultura de Valinhos. Valinhense nata, descendente de imigrantes italianos que se estabeleceram na região após a abolição da escravidão no Brasil, construiu uma vida dedicada ao serviço público e à produção cultural. Formada em Comunicação Social, atuou por muitos anos em órgãos públicos e desenvolveu paralelamente sua atividade literária como poetisa. Autora de diversas coletâneas poéticas, também integra a Academia Louveirense de Letras e Artes.
A fundação da AVLA ocorreu durante a semana de comemoração do aniversário de 125 anos de Valinhos, em cerimônia realizada na Câmara Municipal, reunindo artistas, escritores, representantes do poder público e membros da comunidade cultural.
Inspirada na tradição das academias literárias brasileiras e francesas, a instituição organizou-se em cadeiras acadêmicas destinadas a homenagear personalidades que contribuíram para a formação cultural da cidade e do país. Entre elas destaca-se a Cadeira Vitalícia nº 2, ocupada por André Luiz Rosa, cujo patrono é o seresteiro Cristóvão Buzanello, figura lembrada por sua presença marcante na tradição musical do bairro Capuava.
Por sua vez, Cida Reis ocupa a Cadeira Vitalícia nº 29, cujo patrono é o compositor e cronista da vida popular brasileira Adoniran Barbosa. Nascido em Valinhos, em 6 de agosto de 1910, no bairro do Lenheiro, com o nome de João Rubinato, o artista tornou-se uma das figuras mais marcantes da cultura paulista e do samba brasileiro. Em 1980, dois anos antes de falecer, apresentou-se em sua cidade natal durante o Carnaval, ao desfilar pela escola de samba Unidos da Madrugada, do Clube Atlético Valinhense. Valinhos preserva sua memória por meio de homenagens como o Centro de Artes, Cultura e Comércio Adoniran Barbosa (CACC) e um monumento dedicado ao artista.
Presidente: André Luiz Rosa
Vice-Presidente: Maria Aparecida Crevelari Reis
Diretor Financeiro: Célia Aparecida Bui Lopes
2º Diretor Financeiro: Célia Lopes Bui Reis
Diretor Administrativo: Wilson Sabie Vilela
2º Diretor Administrativo: Laís Helena dos Santos Aloise
Vogais: Franklin Duarte de Lima, Simone Aparecida Bellini, Marcel Trombetta Pazinatto e Amanda Barroso
Desde sua fundação, a Academia Valinhense de Letras e Artes tem se dedicado à promoção da literatura, das artes e da reflexão cultural, reunindo escritores, artistas visuais, músicos e intelectuais comprometidos com o fortalecimento da vida cultural de Valinhos e de sua região.
Ao reunir diferentes expressões artísticas e literárias sob um mesmo ideal de valorização cultural, a Academia Valinhense de Letras e Artes afirma-se como espaço de encontro entre tradição e criação, refletindo a diversidade de origens que compõem a vida cultural de Valinhos — território marcado pela presença dos povos originários e posteriormente formado pela contribuição de diferentes matrizes culturais, entre elas as heranças europeias, especialmente portuguesas, italianas e espanholas, além das contribuições africanas e das influências asiáticas, com destaque para a comunidade japonesa.
A partir da década de 1960, com o crescimento da Região Metropolitana de Campinas e o dinamismo econômico do interior paulista, a cidade passou também a acolher influências vindas de diversas regiões do Brasil, como o Norte, o Nordeste, o Centro-Oeste, o Sul e outros estados do Sudeste. Nesse ambiente de convergência cultural, a AVLA dedica-se à preservação da memória do município e ao estímulo de novas gerações de escritores e artistas.
Nesse espírito, a Academia Valinhense de Letras e Artes integra a tradição das academias culturais brasileiras que, inspiradas por instituições como a Academia Brasileira de Letras, têm por missão cultivar a palavra, preservar a memória e fortalecer o patrimônio intelectual das comunidades em que se inserem.
