A Academia Valinhense de Letras e Artes (AVLA) é uma instituição cultural inaugurada em 27 de maio de 2021* e sediada em Valinhos, cujo objetivo é o cultivo da literatura, das artes e a valorização da cultura brasileira no município.

Compõe-se a AVLA de membros titulares e vitalícios, bem como de apoiadores, que colaboram para o intercâmbio cultural e artístico.

* Veja o discurso de posse na sessão inaugural da AVLA.


DISCURSO DO PRESIDENTE DA AVLA NA POSSE SOLENE DOS ACADÊMICOS EM 30.04.2022

Nobres acadêmicos,

Autoridades e convidados aqui representados,

Cumprimento meus familiares na pessoa de minha esposa Ana Cláudia e da minha filha Isabela, e em nome delas cumprimento todos os familiares e amigos aqui presentes na noite de hoje.

Senhoras e senhores,

Boa noite.

Disse a escritora Clarice Lispector:

"A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas".

Nesta noite, eis aqui a prova de que um sonho pode tornar-se realidade, e eu, André, um migrante vindo de terras paranaenses, filho de um digno pedreiro e de uma faxineira – a quem homenageio neste momento com gratidão extremada – e que dedicaram suas vidas a educar seis filhos,  sonhei em escrever um dia algum artigo, que pudesse quem sabe, ser publicado em algum jornal, o que já seria a glória – mas que vi o trabalho das letras chegar as minhas mãos e produzir-se de forma mágica, e hoje culminar neste palco, acompanhado de personalidades ilustres e respeitáveis, que abrilhantam as artes e as letras não só de Valinhos, mas do nosso Brasil e porque não de todo o mundo.

Este sonho começou numa conversa com meus amigos, a poetisa Cida Reis e com o cinéfilo Readir Toledo Genari, aqui presentes, e que muito me surpreendo a cada passo desta jornada, iniciada em 26 de maio de 2021, em plena pandemia, mas com a resposta, o carinho, a confiança e o trabalho de cada um dos senhores e senhoras aqui presentes.

Como disse um dia o meu paraninfo o médium mineiro Francisco Cândido Xavier, o Chico Xavier – Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim? – e é isto exatamente o que se propõe na Academia Valinhense de Letras E Artes.

Então, com certeza, esta Academia estará nas Escolas, no Terceiro Setor, nas Empresas, nos Grupos Organizados, com os poderes constituídos, com o cidadão de bem e interessado em preservar a memória da nossa Valinhos e do nosso país.

Além de levar o incentivo vivo às nossas crianças, aos nossos jovens, a nossos pais, às nossas mães, às famílias, e a todo e qualquer cidadão interessado em construir um mundo melhor através das letras e das artes, em seus mais diversos segmentos.

Então meus amigos, como não apresentar as futuras gerações compositores como um Adoniran Barbosa, um Tião do Carro, e um espetacular Darci Rossi. 

Como não deixar à mostra – as imagens captadas por lentes formidáveis de um Aloysio Moraes, Haroldo Pazinatto, V8, Nicolau Parodi.

Como não lembrar daqueles que fomentaram a cultura, do carnaval, da dança, da seresta, do talento, da nossa Festa do Figo – como Antonio Bracalente, Antonio Palácio Neto, Atílio Fracarolli, Tio Pedro Brandini, Cristóvão Buzanello, José Roque, Roque Palácio.

Como não destacar para as futuras gerações os traços e contornos do artista De Faria, Marcos Guimarães, Bernardo Caro, Flávio de Carvalho, Francisco Biojone, João do Monte, Lina Vignati, Margê Braga, Lourdes Cedran, Paco de Ribes, Sebastião Guimarães, Waldomiro Christino, Catuí.

Como não resgatar as letras e palavras escritas por Tom Santos, Cristiano Volkart, Osvaldo Muller, Dr. Almeida Sobrinho, Bepe Spadaccia, Mário Pires, Dinho Molon e a voz de Rubens Ribeiro dos Santos

A música de Rato da Banda do Brejo, Vicente Musselli, Luizão da Placa Luminosa, Natália Antonio e ainda toda a arte de Maurice Capovilla.

Nomes estes, escolhidos especialmente e que tornam patronos vitalícios de cada cadeira desta academia, que dentro de instantes, será ocupada por cada um dos senhores.

Tenho a informar, que a partir de agora, senhores acadêmicos cada um dos senhores e senhoras, escritores, artistas plásticos, músicos, animadores, fotógrafos, poetas e poetisas, jornalistas, professores, compositores, pesquisadores, comunicadores, criadores dos mais diferentes projetos artísticos e culturais, terapeutas, juristas, escultores, atores, enfim, todos, repito, a partir deste momento, se tornam “imortais”, tendo cada um de nós acadêmicos neste momento, cada um com suas obras, a possibilidade de tornar “para sempre” o trabalho artístico e literário com respeito e pensando nas futuras gerações que virão adiante.

A palavra de hoje é gratidão.

Muito obrigado a Deus, aos familiares, aos amigos, aos parceiros, aos fomentadores de cultura, as pessoas que acreditam no nosso projeto, que não é o de tirar o espaço ou concorrer com quem quer que seja, mas de complementar, aglutinar, unir, colaborar e seguir adiante pelo horizonte que se apresenta.

Um obrigado especial a cada acadêmico, por cada livro, cada página escrita, cada rascunho rabiscado, cada letra, cada ideia, cada crônica, cada poema, cada estrofe, cada rima, cada melodia, cada música, cada imagem, cada animação, cada forma, cada modelagem, cada programa de rádio, cada transmissão, cada desenho, cada aquarela, cada traço, cada pincelada numa tela em branco e que vai mostrar a cada pessoa, toda a sua personalidade por detrás das páginas de um livro, de um jornal, de uma revista, de um papel, de uma tela, ou simplesmente, a personalidade de cada um em cada ideia que vira ação e reação.

Sonho ainda, quem sabe um dia, ao invés, de nós termos uma farmácia em cada esquina, tenhamos em seu lugar uma livraria ou um ponto de cultura.

Senhoras e Senhores, sejam bem-vindos a AVLA, a Academia Valinhense de Letras e Artes.

Muito obrigado,

André Luiz Rosa
Presidente da AVLA